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Você tem dúvidas de como funciona o
mercado de ações? Tire-as aqui!!
01.
O que é a Bolsa de Valores?
É o local onde se compram e se vendem as ações de companhias. A Bolsa
constitui uma associação civil sem fins lucrativos, com autonomia
administrativa, financeira e patrimonial.
02.
O que são as Corretoras?
São instituições que compram e vendem ações para você. As Corretoras
constituem instituições financeiras membros das Bolsas de Valores,
credenciadas pelo Banco Central, pela CVM e pelas próprias Bolsas, e
estão habilitadas, entre outras atividades, a negociar valores
mobiliários com exclusividade no sistema eletrônico da BOVESPA.
03.
O que são ações?
Ação é um pedacinho de uma empresa. Com um ou mais pedacinhos da
empresa, você se torna sócio dela. Sendo mais formal, podemos definir
ações como títulos nominativos negociáveis que representam, para quem as
possui, uma fração do capital social de uma empresa.
04.
Quais são os tipos de ações?
As ações podem ser:
- Ordinárias (ON): que concedem o direito de voto nas assembléias da
empresa;
- Preferenciais (PN): que oferecem preferência no recebimento de
resultados ou no reembolso do capital em caso de liquidação da
companhia. Entretanto, as ações preferenciais não concedem o direito de
voto, ou o restringem.
As ações também podem ser diferenciadas por classes: A, B, C ou alguma
outra letra que apareça após o "ON" ou o "PN". As características de
cada classe são estabelecidas pela empresa emissora da ação, em seu
estatuto social. Essas diferenças variam de empresa para empresa,
portanto, não é possível fazer uma definição geral das classes de ações.
05.
Como posso investir em ações?
Você deve procurar uma Corretora de Valores. As Corretoras e outros
intermediários financeiros dispõem de profissionais voltados à análise
de mercado, de setores e de companhias, e com eles você poderá se
informar sobre o momento certo de comprar e vender determinadas ações
para obter melhores resultados.
Além disso, você pode investir por meio de Fundos de Ações,
administrados por um banco ou mesmo por uma corretora, sendo que as
decisões em relação a quando e em quais ações investir, nesse caso, são
tomadas pelo banco ou corretora. Outra opção é a de investir através de
um clube de investimento, no qual um grupo de pessoas físicas se reúne e
procura uma corretora, para aplicar recursos em uma carteira de ações.
06.
Qual a documentação necessária?
RG, CPF, Comprovante de residência (água, luz ou telefone fixo)
autenticados, ficha cadastral, assinatura de um contrato de
operações e ficha de declaração de bens que deverá ser
compatível com o investimento pretendido.
07.
Quais os custos que envolvem as operações?
Custo de corretagem, taxa de liquidação, além do imposto de renda que
pode ser descontado na fonte ou somente informado para ser recolhido
pelo próprio cliente.
|
FAIXA |
VALOR
INICIAL |
VALOR
FINAL |
%
CORRETAGEM |
VALOR
ACRÉSCIMO (R$) |
|
1 |
|
R$135,07 |
|
2,7 |
|
2 |
R$135,08 |
R$498,62 |
2.00 |
0 |
|
3 |
R$498,63 |
R$1.514,69 |
1.50 |
2,49 |
|
4 |
R$1.514,70 |
R$3.029,38 |
1.00 |
10,06 |
|
5 |
R$3.029,39 |
R$99.999,99 |
0.50 |
25,21 |
Taxa de liquidação de
R$8,28 que varia de corretora pra corretora.
Day-trade - a corretora recolhe 1% e o cliente recolhe sobre os 19%
restante sobre o lucro. Nas vendas a corretora retém 0,005% sobre a
operação até atingir R$1,00. Nas operações de compra e venda até
R$20.000,00 é isento. Sobre os ganhos líquidos realizados é de 15%
08.
Qual o valor mínimo para começar a investir em ações?
Não existe um valor mínimo exigido para investir na Bolsa. Isso varia em
função do preço das ações que se deseja comprar e até mesmo da Corretora
que você escolher. Uma alternativa para quem está começando é participar
de um clube de investimento, associação na qual várias pessoas
contribuem com uma pequena quantia e, com isso, acumulam mais recursos
para investir.
09.
O que é day-trade?
É a compra e venda do mesmo papel no mesmo dia, o que normalmente é
feito pra obtenção de lucro imediato, mas que deve ser muito bem observado
porque não é certeza de lucro e sendo assim o cliente deve ter caixa
para poder arcar com um possível prejuízo.
10.
O que são dividendos?
Quando uma empresa vai bem, ela divide os lucros com quem tem suas
ações. Isso são os dividendos. Ou seja, os dividendos correspondem à
parcela de lucro distribuída aos acionistas, na proporção da quantidade
de ações detida, apurado ao fim de cada exercício social. A companhia
deve distribuir, no mínimo, 25% de seu lucro líquido ajustado.
11.
Como a empresa distribui os dividendos?
Os dividendos podem chegar ao investidor de duas maneiras:
1. O pagamento de dividendos dos acionistas que detém ações no
livro de registros da empresa é realizado diretamente pela empresa aos
acionistas por meio de crédito em conta corrente ou disponibilizado no
caixa do banco da empresa, mediante apresentação de documentos.
2. Para aqueles que têm suas ações custodiadas na CBLC, os
valores são repassados pela empresa à CBLC que os repassa para os
Agentes de Custódia, responsáveis pelo repasse do pagamento aos
acionistas.
Informe-se consultando sempre os comunicados emitidos pelas companhias
listadas na ocasião da aprovação da distribuição dos dividendos. No site
da BOVESPA, esta informação está disponível no menu Empresas, opção
"Para Investidores" - clique em "Informações Relevantes".
12.
O que é subscrição?
A Subscrição é um aumento de capital deliberado por uma Empresa, com o
lançamento de novas ações, para obtenção de recursos. Os acionistas da
empresa têm preferência na compra dessas novas ações emitidas pela
companhia, na proporção que lhe couber, pelo preço e no prazo
preestabelecidos pela empresa. Essa preferência detida pelos acionistas
é chamada de Direito de Subscrição. O Direito de Subscrição é um ativo
negociado no pregão da BOVESPA, no decorrer do prazo preestabelecido
para o exercício do Direito de Subscrição. Transcorrido o prazo, o ativo
deixa de existir.
14.
Como as ações são negociadas?
Você, na qualidade de investidor, transmite sua ordem de compra ou venda
de ações para a Corretora da qual é cliente. A Corretora, por meio de
seus operadores, lança a ordem no Mega Bolsa, o sistema eletrônico de
negociação da BOVESPA. Caso haja uma outra de mesmo valor, no sentido
contrário, o negócio é fechado na hora.
15.
Como é formado o preço de uma ação?
O preço da ação é formado pelos investidores do mercado que, dando
ordens de compra ou venda de ações às Corretoras das quais são clientes,
estabelecem o fluxo de oferta e procura de cada papel, fazendo com que
se estabeleça o preço justo da ação. A maior ou menor oferta/procura por
determinada ação, que influencia o processo de valorização ou
desvalorização de uma ação, está relacionada ao comportamento histórico
dos preços e principalmente às perspectivas futuras de desempenho da
empresa emissora da ação. Tais perspectivas podem ser influenciadas por
notícias sobre o mercado no qual a empresa atua, divulgação do balanço
da empresa (com dados favoráveis ou desfavoráveis), notícias sobre fusão
de companhias, mudanças tecnológicas e muitas outras que possam afetar o
desempenho da empresa emissora da ação.
16.
O que é o Mercado Fracionário?
Toda empresa tem suas ações negociadas em lotes, que podem ser de 1, 10,
100 ações, etc.
Se, por exemplo, você não desejar comprar um lote-padrão de 100 ações,
mas sim 150 ações, é necessário usar o mercado fracionário. Neste caso,
o lote padrão, ou seja, as 100 ações, serão negociadas no mercado
integral e as 50 restantes, no fracionário.
17.
O que é o After Market?
O After Market permite a negociação de ações no período noturno, após o
horário regular, de forma eletrônica. As operações são dirigidas por
ordens e fechadas automaticamente por meio do sistema eletrônico de
negociação da BOVESPA (Mega Bolsa). A totalidade de ordens enviadas tem
um limite de R$ 100.000,00 por investidor para o período After-Market e
os preços das ordens enviadas nesse período não poderão exceder à
variação máxima positiva ou negativa de 2% em relação ao preço de
fechamento do pregão diurno.
18.
Como posso negociar ações via Internet?
É necessário que você seja cliente de uma Corretora da BOVESPA que
disponha do sistema Home Broker, o qual permite a negociação de ações
via Internet.
19.
O que é Home Broker?
É o processo que permite a negociação de ações via Internet. O Home
Broker está interligado ao sistema de negociação da BOVESPA e permite
que você envie ordens de compra e venda de ações através do site de sua
Corretora na Internet.
20.
O que é a liquidação das operações?
Após a realização do negócio, ocorre a liquidação da operação: processo
pelo qual se dá a transferência da propriedade dos títulos e o
pagamento/recebimento do montante financeiro envolvido.
A liquidação das operações é feita pela CBLC - Companhia Brasileira de
Liquidação e Custódia.
21.
É fácil vender as ações quando se precisa do dinheiro aplicado nelas?
A grande maioria das ações pode ser vendida a qualquer tempo sem
dificuldade, o que existe são ações de pouca liquidez o que pode
ocasionar uma falta de comprador no mercado, mas a grande maioria das
ações, as chamada blue chips, ou ações de primeira linha, que são
componentes do ínidice bovespa, essas podem ser compradas e vendidas muito
rapidamente, porque são negociadas em 80% dos pregões.
22.
Investimento a longo ou curto prazo, qual o melhor?
Não existe uma definição de qual o melhor, quando você investe a longo
prazo, o seu risco corresponde às chances de a companhia não andar bem.
Mas se você selecionou ações de empresas sólidas, que tradicionalmente
têm crescido e apresentado bons resultados, esse risco evidentemente não
é grande. Já a curto prazo, há fatores conjunturais - a expectativa de
assinatura de um contrato, um aumento de preços dos produtos da
companhia - que afetam as cotações. E, se você decide aplicar esperando
que um fato desses aconteça, para realizar lucros rápidos, as previsões
podem falhar e você pode ter prejuízos.
O que tem que ser levado em conta é que não pode haver pressa, o nosso
mercado é muito instável o que pode fazer uma ação cair muito ou subir muito
em pouco tempo em virtude das notícias políticas e também mundiais, portanto
deve ser um dinheiro que não tenha compromisso com nada, que possa ser
investido sem prazo predeterminado.
23.
O que significa a "Bolsa em alta" ou "Bolsa em baixa"?
Diz-se que a Bolsa fechou "em alta" quando o índice de fechamento de
determinado pregão é superior ao índice de fechamento do pregão
anterior. Analogamente, a Bolsa fechou "em baixa" quando o índice de
fechamento de determinado pregão é inferior ao índice de fechamento do
pregão anterior, e "estável" quando o índice de fechamento de
determinado pregão está no mesmo nível do índice de fechamento do pregão
anterior.
Na BOVESPA, o índice que atualmente é utilizado para verificar se a
Bolsa fechou em alta ou em baixa é o Ibovespa, por ser ele o índice mais
tradicional e o mais divulgado pela mídia. Assim, por exemplo, se o
Ibovespa fechou em um certo dia em 10.000 pontos e, no dia seguinte,
fechou em 10.500 pontos, houve uma alta de 5%.
24.
Como é determinado se uma ação está em alta ou em baixa?
É necessário observar a sua oscilação, ou seja, a variação (positiva ou
negativa) no preço da ação em um determinado período de tempo.
Determinamos se uma ação está em alta ou em baixa verificando a relação
entre o último preço negociado da ação e o seu preço de fechamento no
dia anterior. Assim, se o último preço negociado para a ação for
superior ao seu preço de fechamento do dia anterior, essa ação está em
alta. Se o último preço for inferior à cotação de fechamento, a ação
está em baixa.
Exemplo: se o preço de fechamento de uma ação X no dia anterior
foi de R$ 1,00 e, hoje, o primeiro negócio realizado com a ação
efetivou-se ao preço de R$ 1,05, dizemos que a ação teve uma oscilação
positiva de 5%, ou seja, alta de 5%. Caso ocorra posteriormente outro
negócio com a ação, concretizado ao preço de R$ 1,03, a oscilação
positiva foi de 3%; e assim durante todo o dia, sempre comparando o
último preço à cotação de fechamento do dia anterior.
25.
O que é um Clube de Investimento?
Trata-se de uma aplicação financeira criada por um grupo de pessoas que
desejam investir seu dinheiro em ações. Ele pode ser criado por
empregados ou contratados de uma mesma entidade ou empresa ou, ainda,
por um grupo de pessoas que têm objetivos em comum, como professores,
metalúrgicos, donas-de-casa, médicos, aposentados, entre outros. Para
criar o Clube de Investimento, você vai precisar de um administrador -
que pode ser uma Corretora Membro da BOVESPA.
26.
O que é Fundo de Garantia das Bolsas de Valores?
A BOVESPA mantém um Fundo de Garantia com a finalidade de assegurar aos
investidores do mercado de valores mobiliários, até o limite desse
Fundo, o ressarcimento de prejuízos advindos da atuação inadequada de
administradores, empregados ou prepostos de corretora membro, que tenha
recebido ordem do investidor ou que represente a contraparte da
operação, em relação à intermediação de negociações realizadas,
exclusivamente, nessa bolsa de valores e ao serviço de custódia. As
operações realizadas no SOMA - mercado de balcão organizado administrado
pela BOVESPA - não estão cobertas pelo referido Fundo de Garantia ou por
qualquer outro mecanismo de ressarcimento de prejuízo.
As demandas dos investidores referentes ao Fundo de Garantia devem ser
protocoladas junto à BOVESPA, em seu edifício-sede em São Paulo, ou em
seus escritórios no Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
27.
Como posso acompanhar o comportamento do mercado como um todo?
Pelo item "Informações do Pregão" deste site, que mostra o andamento dos
negócios no dia e a evolução do Ibovespa: o índice Bovespa que acompanha
a evolução média das cotações das ações.
28.
O que é um índice de ações?
Um índice de ações é um indicador do desempenho de uma carteira teórica
de ações.
29
Que tipos de
índices de ações existem?
Índice de preços: indicador que considera apenas as variações dos
preços das ações, ajustando as quantidades teóricas exclusivamente para
proventos em ações. Outros proventos em dinheiro (ex. dividendos,
direitos de subscrição, etc.) não são levados em consideração na
apuração desse índice.
Índice de retorno total: valor do índice de preços acrescido do
reinvestimento de dividendos e outros proventos distribuídos pelas
empresas emissoras. Os proventos são reinvestidos no índice na data
"ex-provento" (data em que a ação começa a ser negociada com o provento
já descontado do seu valor). Assim, esse é um índice que mede o retorno
total das ações componentes de sua carteira.
Índices amplos: representam o mercado como um todo. Podem ser
compostos por todas as ações listadas naquele mercado, ou por um grupo
de ações que têm significativa participação na negociação total e,
assim, refletem de modo acurado o desempenho médio de todas as ações
(ex. o Ibovespa representa, no mínimo, 80% do número de negócios e do
volume financeiro transacionados no mercado à vista, e também
aproximadamente 70% da capitalização das empresas negociadas).
Índices restritos: representam o comportamento de uma parte
determinada do mercado, como, por exemplo, o grupo das ações mais
negociadas ("blue chips") ou o grupo das ações bem conceituadas junto
aos investidores mas que não estão incluídas entre as mais negociadas
(ações de "segunda linha").
Índices setoriais: representam o comportamento de setores
econômicos específicos (ex. energia elétrica; telecomunicações;
metalurgia; etc.), sendo compostos exclusivamente por ações de
indústrias desses setores.
30.
O que é o Ibovespa?
Índice Bovespa (Ibovespa) é o mais importante indicador do desempenho do
mercado de ações brasileiro, pois retrata o comportamento das principais
ações negociadas na BOVESPA. Ele é formado a partir de uma aplicação
imaginária, em Reais, em uma quantidade teórica de ações (carteira). Sua
finalidade básica é servir como indicador médio do comportamento do
mercado. Para tanto, as ações que fazem parte do índice representam mais
de 80% do número de negócios e do volume financeiro negociados no
mercado à vista. Como as ações que fazem parte dessa carteira têm grande
representatividade, podemos dizer que se a maioria delas estiver
subindo, o mercado, medido pelo Índice Bovespa, está em alta, e se
estiver caindo, está em baixa.
31.
As companhias
retiradas do índice devem ser consideradas um mau investimento?
Não. A inclusão ou exclusão de uma ação da carteira de um índice não
reflete os méritos da companhia em si. Sua eventual remoção reflete
apenas a estrutura corrente do índice, e o fato de que a ação não mais
atende aos critérios para integrar tal índice. Muitas dessas companhias
podem ser excelentes investimentos quando analisadas em si.
32.
O que é variação
do índice?
Variação é a diferença entre os valores de um determinado índice em dois
instantes considerados.
33.
Como são
calculados os índices ao longo do período de negociação?
Os índices da BOVESPA são calculados em tempo real (a cada 30 segundos),
sendo as carteiras valorizadas com os últimos preços das ações
componentes registrados até o momento do cálculo. Dessa forma, o índice
de abertura é o primeiro índice calculado no dia, o índice mínimo é o
menor valor registrado e o índice máximo é o maior valor registrado no
dia. O índice de fechamento (ou "último") é calculado no encerramento do
pregão regular, usando os preços de fechamento das ações componentes da
carteira.
34.
Qual é a
finalidade de um índice de ações?
Os índices de ações têm por finalidade servir como indicador médio do
comportamento do mercado acionário como um todo, ou de um segmento
econômico específico do mercado (no caso dos índices restritos e
setoriais). Assim, os índices são desenhados de modo a mostrar se as
ações do mercado, em média, valorizaram-se ou se desvalorizaram em um
dado período de tempo.
35.
Quem calcula os
índices de ações?
Os índices de ações são calculados pelas Bolsas de Valores ou por
instituições especializadas.
36.
Quem usa os
índices de ações?
Investidores e indivíduos em geral que queiram informar-se sobre o
comportamento do mercado acionário, e também administradores de
recursos, corretoras de valores, departamentos de pesquisa de
instituições financeiras e empresas, consultores de investimento e
investidores institucionais.
37.
O que são
"pontos" de um índice de ações?
Os índices têm como unidade de medida o "ponto". Ele representa um valor
absoluto, cuja função é a de servir de instrumento de comparação: ele
permite a análise de variação do valor de uma carteira de ativos ao
longo do tempo.
A rentabilidade é representada pela variação dos pontos do índice. Ou
seja, divide-se o valor do índice em uma determinada data pelo valor do
índice na data de referência passada, subtrai-se 1 (um) do resultado
obtido nessa operação e multiplica-se o resultado por 100 (cem) para se
obter a rentabilidade em termos percentuais da carteira.
38.
Como são
escolhidas as ações que participarão do índice?
Cada índice tem um objetivo (por exemplo, representar todo o mercado ou
apenas um segmento dele), e, portanto, tem critérios específicos de
escolha das ações que irão compor sua carteira. Esses critérios são
chamados de "critérios de inclusão" e constam das metodologias dos
índices da BOVESPA.
39.
Uma vez
escolhida, a carteira de ações do índice não muda mais?
Muda. Periodicamente, são realizadas reavaliações para que o índice
acompanhe as mudanças do mercado e continue representando fielmente o
seu comportamento. Na BOVESPA, as revisões são feitas a cada quatro
meses (com base nos dados de negociação dos doze meses anteriores),
quando se verifica se alguma ação ainda não pertencente está atendendo
aos critérios de inclusão (e nesse caso ela será incorporada à nova
carteira), e se as ações incluídas nos índices continuam cumprindo esses
critérios. Se uma ação não atende mais aos critérios necessários, ela
será retirada da carteira, conforme estabelecido na metodologia de cada
índice. As vigências das carteiras dos índices da BOVESPA são: janeiro a
abril; maio a agosto; setembro a dezembro.
40.
Como é calculado
o índice médio?
A BOVESPA calcula dois tipos de índices médios: o índice médio
aritmético e o índice médio ponderado.
Índice médio aritmético: a cada 30 segundos, os índices são
calculados usando os últimos preços das ações componentes registrados
até o momento do cálculo ("índices instantâneos"). O índice médio
aritmético é a soma de todos os índices instantâneos do dia dividida
pelo número de índices calculados.
Índice médio ponderado: calculado utilizando-se os preços médios
ponderados das ações componentes (volume financeiro da ação negociado no
mercado à vista, lote-padrão, dividido pela quantidade de ações
negociada no dia), após o fechamento do pregão.
O cálculo do índice médio ponderado foi implantado pela BOVESPA para
facilitar o acompanhamento dos investidores de fundos de ações, uma vez
que a regulamentação dos mesmos exige que a valorização da carteira para
cálculo da quota seja feita com os preços médios ponderados das ações.
41.
O que significa
dizer que o índice "subiu" ou "caiu"?
Significa dizer que, em média, as ações componentes de sua carteira
valorizaram-se (em caso de alta do índice) ou se desvalorizaram (em caso
de queda do índice).
42.
A tendência de
movimento dos índices de ações pode ser prevista com precisão?
Não. O movimento dos índices depende de vários fatores, tais como lucros
e perspectivas das companhias integrantes da carteira, o que sempre
dependerá do nível de informação e das expectativas econômicas de quem
faz a análise. É importante ressaltar que análises de movimentos
passados do índice devem ser cuidadosas, pois as conjunturas econômicas
mudam com o tempo, refletindo-se de maneira singular no mercado de
ações.
43.
Como se mede o
quanto um índice "subiu" ou "caiu"?
Dividindo-se o número de pontos do índice em um dado momento pelo número
de pontos do índice no fechamento dos negócios de uma data anterior
(subtraindo-se 1 e multiplicando-se por 100 o resultado para o cálculo
da rentabilidade). Por meio dessa operação pode-se auferir o quanto,
percentualmente, o índice subiu ou caiu nesse período.
44.
O quanto um
índice pode subir?
Não há limite de alta para um índice, ou seja, os preços das ações podem
subir ilimitadamente. Mas mais importante do que o nível de alta do
índice é a tendência de alta dos preços sinalizada pelo mercado.
45.
O quanto um
índice pode cair?
A BOVESPA não fixa um limite de queda para os índices que calcula. No
entanto, a Bolsa adota para o Índice Bovespa um mecanismo chamado de
"interruptor de circuito" ("circuit breaker"), que consiste na
interrupção das negociações quando o Ibovespa atinge um determinado
percentual de queda. Esse parâmetro foi determinado de acordo com a
volatilidade histórica do índice.
O mecanismo de "circuit breaker" tem o objetivo de amenizar quedas do
mercado em situações que se mostram anormais, e, portanto, deve ser
utilizado apenas nessas situações atípicas pois seu uso freqüente pode
acabar elevando a volatilidade do mercado, gerando um efeito inverso ao
pretendido.
O "circuit breaker" é ativado tomando por base o valor de fechamento do
Ibovespa do dia anterior, da seguinte maneira: interrupção de meia hora
para uma queda de 10% no índice;
interrupção adicional de uma hora se o índice cair mais 5% após a
reabertura (completando uma queda total de 15%). Por fim, vale ressaltar
que a BOVESPA assegura um período de 30 minutos de negociação contínua
no final da sessão regular, de modo a possibilitar que compradores e
vendedores ajustem suas posições.
46.
Os índices podem
prever se o mercado irá subir ou cair?
Alguns analistas de mercado - técnicos ou grafistas - utilizam o
comportamento histórico dos índices como base para suas projeções sobre
o futuro comportamento do mercado ou de um setor. Os índices em si,
entretanto, têm como propósito representar acuradamente o comportamento
do mercado até o momento presente, ou seja, demonstrar para onde o
mercado caminhou (e não o seu futuro).
47.
Os índices de
ações representam o comportamento da economia do país?
Há um grande campo comum entre o desempenho da economia e o do mercado
de ações, pois os lucros das empresas são um forte "combustível" para a
economia do país. Assim, o mercado freqüentemente sobe antecipadamente a
expansões econômicas, e cai antes de contrações da economia. Contudo, a
correlação não é perfeita, pois há outros fatores que movimentam os
mercados e a economia. Nesse sentido, é um erro formular expectativas
econômicas apenas com base nos movimentos dos índices de ações.
48.
O que é carteira
teórica?
É um grupo de ações, no qual se fará o investimento teórico representado
pelo índice. Isto é, são as ações escolhidas para comporem o índice.
49.
Novo Mercado, o
que é, quem se enquadra dentro dele?
O Novo Mercado é um segmento de listagem destinado à negociação de ações
emitidas por empresas que se comprometem, voluntariamente, com a adoção
de práticas de governança corporativa adicionais em relação ao que é
exigido pela legislação. Essas regras ampliam os direitos dos
acionistas, melhoram a qualidade das informações usualmente prestadas
pelas companhias entre outros benefícios. A principal inovação do Novo
Mercado, em relação à legislação, é a proibição de emissão de ações
preferenciais porém esta não é a única.A adesão a essas práticas de
governança distingue a companhia como nível 1, nível2 ou Novo Mercado
dependendo do grau de compromisso assumido pela empresa:
Nível 1: práticas diferenciadas de governança corporativa, que
contemplam basicamente regras de transparência e dispersão acionária;
Nível 2: além das regras de transparência e dispersão acionária
exigidas no Nível 1, contempla também as de equilíbrio de direitos entre
acionistas controladores e minoritários. Novo Mercado: conjunto ainda
mais amplo de práticas de governança. A grande diferença do Novo Mercado
para os Níveis é a proibição de emissão de ações preferenciais: no Novo
Mercado, as empresas devem ter somente ações ordinárias.
50.
O que é
Governança Corporativa?
Governança Corporativa pode ser definida como o esforço contínuo em
alinhar os objetivos da administração das empresas aos interesses dos
acionistas. Isso envolve as práticas e os relacionamentos entre os
Acionistas/Cotistas, o Conselho de Administração, a Diretoria, uma
Auditoria Independente e até mesmo um Conselho Fiscal.
A boa governança corporativa permite uma administração ainda melhor e a
monitoração da direção executiva da empresa. A empresa que opta pelas
boas práticas de governança corporativa adota como linhas mestras
transparência, prestação de contas (accountability) e eqüidade.
51.
O que é uma
Companhia Aberta?
Todas as empresas listadas na BOVESPA são companhias abertas. Uma
companhia é considerada aberta quando promove a colocação de valores
mobiliários em bolsas de valores ou no mercado de balcão. São
considerados valores mobiliários: ações, bônus de subscrição, debêntures
e notas promissórias para distribuição pública.
MERCADO DE RENDA
FIXA PRIVADO
52.
O que são debêntures?
As debêntures são títulos de dívida de médio e longo prazo emitidos por
sociedades anônimas, que conferem ao debenturista (detentor do título)
um direito de crédito contra a mesma, de acordo com as características
constantes na escritura de emissão (documento legal que declara as
condições sob as quais a debênture foi emitida, tais como: prazo,
remuneração, garantias, periodicidade de pagamento de juros, etc). Os
recursos captados com a emissão de debêntures são geralmente utilizados
no financiamento de projetos, reestruturação de passivos ou aumento de
capital de giro. Cada debênture emitida representa uma fração do total
da dívida contraída pela companhia no ato da emissão, e pode ser
negociada no mercado secundário. Apesar de serem classificadas como
títulos de renda fixa, as debêntures podem ter características de renda
variável, como prêmios, participação no lucro da empresa ou até mesmo
conversibilidade em ações da companhia. Na Bolsa de Valores de São
Paulo, as debêntures são negociadas no BOVESPA FIX.
53.
O que são notas
promissórias?
As notas promissórias, também conhecidas como commercial papers, são
títulos de curto prazo emitidos por empresas e sociedades anônimas para
captar recursos de capital de giro. Podem ser emitidas por sociedades
anônimas de capital fechado, pelo prazo máximo de 180 dias e pelas de
capital aberto, pelo prazo de até 360 dias. Na Bolsa de Valores de São
Paulo, as notas promissórias são negociadas no BOVESPA FIX.
54.
Qual a diferença
entre ações, debêntures e notas promissórias?
As ações fazem parte do Mercado de Renda Variável, e ao comprar ações de
uma empresa, você se torna sócio dela e divide os riscos do negócio. Já
as debêntures e as notas promissórias fazem parte do Mercado de Renda
Fixa. Quem investe em debêntures ou em notas promissórias deve analisar
o risco de crédito da emissão, pois se torna credor da empresa e terá de
volta os recursos emprestados, nos prazos, condições e garantias
pré-determinados no ato da emissão do título.
55.
O que é FIDC?
Fundo de Investimento em Direitos Creditórios
- FIDC é uma comunhão de recursos que destina parcela preponderante do
respectivo patrimônio líquido para a aplicação em direitos creditórios.
Direitos creditórios são os direitos e títulos representativos de
crédito, originários de operações realizadas nos segmentos financeiro,
comercial, industrial, imobiliário, de hipotecas, de arrendamento
mercantil e de prestação de serviços, os contratos e os direitos e
títulos representativos de créditos.
Desde 2004, o FIDC, também conhecido como Fundo de Recebíveis, vem se
consolidando como instrumento eficiente de captação de recursos para
empresas no mercado de capitais brasileiro. A BOVESPA, através de seus
mercados de Renda Fixa Corporativa - Bovespa Fix e Soma Fix - oferece o
ambiente adequado para a negociação de cotas de FIDC através de uma
plataforma de negociação totalmente eletrônica.
56.
O que é CRI?
Os Certificados de Recebíveis Imobiliários, CRI, são títulos de renda
fixa lastreados em créditos imobiliários - fluxo de pagamentos de
contraprestações de aquisição de bens imóveis, ou de aluguéis - emitidos
por sociedades securitizadoras. Podem ser emitidos nas formas simples ou
com regime fiduciário, sendo que esta implica em constituição de
patrimônio separado, administrado pela companhia securitizadora e
composto pela totalidade dos créditos submetidos ao regime fiduciário
que lastreiem a emissão, além da nomeação de agente fiduciário, o qual
tem como função zelar pela proteção dos direitos e interesses dos
beneficiários, acompanhando a atuação da companhia securitizadora na
administração do patrimônio separado, entre outras. A Lei 9.514/97 que
criou o CRI, posteriormente alterada pela MP 2.223/01 e Lei 10.931/04,
também instituiu a alienação fiduciária para bens imóveis e as
Companhias Securitizadoras. Outra importante característica dos CRI é a
isenção de imposto de renda sobre sua remuneração, para investidores
pessoas físicas a partir de 01/01/2005, de acordo com a lei 11.033/94.
57.
O que é
Alienação Fiduciária?
Significa o bem alienado ficar temporariamente em nome do credor,
servindo de garantia para o financiamento. Até a a quitação do
empréstimo, o credor permanece na condição de proprietário do ativo.
58.
O que são os
Fundos Imobiliários? Onde consigo informações sobre eles?
Os Fundos são constituídos como "condomínios fechados", divididos em
cotas que depois de adquiridas não podem ser resgatadas. O patrimônio de
um fundo imobiliário pode ser composto de imóveis comerciais,
residenciais, rurais ou urbanos, construídos (performados) ou em
construção, para posterior alienação, locação ou arrendamento.
As instituições financeiras administradoras dos Fundos são obrigadas a
manter, no mínimo, 75% do patrimônio do Fundo em bens e direitos
imobiliários, sendo que os 25% restantes deverão estar aplicados em
títulos de renda fixa. Além disso, 95% do resultado líquido auferido
pelo Fundo deverá ser distribuído ao cotista. As cotas são valores
mobiliários que podem ser negociados (comprados ou vendidos) na BOVESPA
ou na SOMA. Somente através da negociação da cota é possível se desfazer
do ativo e reaver o dinheiro investido.
EMPRESAS -
Investimentos Estrangeiros
59.
Quais são as
opções de investimento disponíveis para o público estrangeiro?
Os investimentos estrangeiros em portfólio estão permitidos no Brasil
desde 1991. Com a edição da Resolução 2689/2000 do Conselho Monetário
Nacional, os investidores não residentes podem investir nos mesmos
produtos disponíveis aos aplicadores locais, sendo livre o trânsito de
investimentos em renda variável para renda fixa e vice-versa, observadas
as diferenças de tratamento tributário aplicáveis.
60.
O que é preciso para um
estrangeiro começar a investir?
Considerando que os investidores estrangeiros não são residentes no
Brasil, a legislação brasileira exige que o investidor contrate
instituição que atue como:
Representante Legal: responsável por apresentar todas as
informações do investidor às autoridades competentes no Brasil. Caso o
investidor seja individual ou instituição não-financeira, o próprio
investidor deve indicar uma instituição financeira legalmente autorizada
pelo Banco Central do Brasil que será co-responsável pelas obrigações do
representante.
Representante Fiscal: responsável pelo recolhimento de taxas e
tributos junto às autoridades brasileiras.
Custodiante: responsável por manter o controle atualizado dos
ativos da carteira do investidor estrangeiro, bem como disponibilizar
tais informações às autoridades e ao investidor quando solicitado. Os
ativos financeiros e títulos negociados, assim como as outras formas de
aplicação do investidor estrangeiro no Brasil são mantidas de maneira
segregada e em nome do investidor em contas de custódia nas instituições
depositárias autorizadas, pela Comissão de Valores Mobiliários ou pelo
Banco Central do Brasil, a prestar esses serviços.
A lista de instituições autorizadas a atuar como custodiantes está
disponível no site da CVM (
www.cvm.gov.br ).
61.
Qual a
tributação aplicável aos investidores estrangeiros?
Investidores estrangeiros estão isentos de imposto de renda sobre ganho
de capital e de CPMF. Entretanto, as operações oriundas de países que
não tributam a renda ou que a tributam à alíquota inferior a 20% estão
sujeitas à mesma tributação aplicável aos investidores residentes no
Brasil.
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